Cabo Verde

1 Mar , 2015  

Primeiras horas na Cidade da Praia em Cabo Verde.
Episódio 1 – Conversa com taxista. Olho por olho/piropo por piropo. Eu digo – ‘queria ir para o hotel (Pisca), nome fictício para não me virem bater à porta). Taxista – ah esse cá não há. Eu puxo do iPad e mostro o e-mail com o nome do hotel. Diz o taxista ‘porque não disse hotel Pisca’, eu lá insisto então mas isso foi o que eu disse’, ‘não a senhora disse pica’, lá fomos trombudos um com o outro por causa do que disse que não disse… Mas o senhor Cabo Verdeano mesmo comigo de má cara lá me fez sorrir no final da viagem, atirando um piropo ‘Como se chama?’, Eu disse Elisabete e o homem do ‘s’ e não ‘s’ atira com ‘nome bonito como a senhora’, eu lá tentei mostrar que o ‘s’ não ia estragar aquela relação e simpática lá perguntei também o nome ao homem – ‘João’, disse. E para não me ficar mais uma vez vencida pelo homem do que diz que eu disse, roubei-lhe o piropo e atirei ‘nome bonito como o senhor’. Ganhei! O homem fez um riso, mas ficou nervoso e envergonhado e foi embora mais rápido que o rato a fugir do gato.
Episódio 2 – Falta internet ou não querem dormir? Na recepção do hotel estão vários clientes de computador. Já à porta do quarto pergunto à recepcionista se a internet só funciona na recepção. Diz ela prontamente e segura ‘funciona em todo o quarto’. Mesmo assim não convencida lá pergunto meio a brincar se aqueles clientes lá em baixo de ipads na mão estão ali porque não querem dormir ou porque a internet não funciona… Ela sem hesitar ‘ah esses! Pois esses não querem dormir’. Entro, tento internet e claro, nada. Desço à recepção e digo não tem internet, resposta calma e sem surpresa da mesma senhora ‘então use aqui’. Sem opção, aqui estou agora com os tais que segundo a moça ‘não querem dormir’. Na verdade, ela não mentiu, se estamos aqui na internet e não no quarto é porque escolhemos não dormir. Depois deste post vou escolher dormir.