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Eu e o meu pâncreas.

3 Mar , 2016  

Aviso este post é daqueles que só interessa a mim própria e neste caso ao meu pâncreas. Neste caso nem ao meu pâncreas porque não tem Facebook. Eventualmente pode interessar a algum pâncreas ou Ser com pâncreas como o meu.

A história…

Há uns anos idos, creio que pelo ano de 2002 ( poderia confirmar nos jornais mas não interessa) sofri duma crise de tristeza. Coisa aguda. Não era a primeira nem a última. Felizmente não crónica e coisa rara na minha pessoa. Mas naquele longínquo 2002 a coisa foi feia.uma amiga resolveu marcar me uma consulta para qualquer coisa como reiki ( não me lembro bem). Lá fui.

Céptica porque nem ioga consigo fazer por desrespeitar a ordem ‘olhos fechados’ e espreitar se os outros estão de olhos fechados. Mas lá estive com a senhora. No final recebi o veredicto ‘a elisabete tem a tristeza no pâncreas’. ‘ no pâncreas?’ Perguntei espantada. Pois era o caso. No meu caso as tristezas não vão como nos seres normais para os corações ou coisa do género. No meu caso vão para o pâncreas! Sofri em silêncio mais pela minha ‘anormalidade’ do qye pela tristeza. Confessei o caso a alguns amigos e resultou em chacota. E desde daí virou apenas uma piada, ‘estou com o pâncreas desfeito’. Piada para eles! Porque para mim o meu pâncreas é coisa séria.

Mas vivia nesta angústia de pensar ser a única a sofrer desta pancreatice. Até hoje. Hoje pequei num dos livros de poema da adilia lopes e voltei a ler uma das páginas por mim marcadas não sei onde, nem quando nem porquê… E lá estava o pâncreas! Ela diz que quando dansa com S e não com Ç o pâncreas dela melhora. Que pena eu não ter visto isto antes! Bem na verdade no meu caso o meu pâncreas melhora com dança seja ela com S ou Ç! O caso da Adilia é mais sério que o meu.

Pobre pâncreas.