Neverending Story

27 Ago , 2014   ,

Esta história lembrou-me uma amiga americana.
Há uns anos vivi num campus universitário nos Estados Unidos e para sobrevivermos aos professores exigentes e sobretudo às temperaturas negativas criámos um gang. O meu gang de estudantes-amigos incluía um coreano, um jamaicano, uma mexicana, um japonês, uma queniana e uns três americanos.
Uma das americanas num dos primeiros fim-de-semana convidou-nos para ir para quinta dela ‘disparar’. Eu e a mexicana traduzimos entre nós para uma linguagem meia espanhol e português e concluímos que o convite era mesmo para ir ‘dar tiros’. Nenhum de nós mostrou entusiasmo e um outro americano começou a gritar e gerou-se uma discussão feia entre eles como se tivéssemos numa sessão do Congresso Americano. Lembro-me que às tantas ela abre a mala e pega na sua arma e diz ‘que mal tem ter uma arma. Alguma vez fui um perigo?’ A clivagem que vemos nos filmes e nos documentários do Michael Moore estava ali à minha frente e permanece bem viva na sociedade americana. Esta coisa das armas nos EUA é Neverending story.

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