Código de ética parlamentar da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau

11 Mai , 2018  

,

Tive o prazer e o privilégio de ser uma das autoras do primeiro manual de ética parlamentar elaborado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP) com o Pro PALOP TL ISC lançou o “Manual Ética e conduta parlamentar com N’tori Palan”. O Manual recorre às personagens históricas de banda desenhada guineense para falar de ética parlamentar. O Manual está redigido em língua portuguesa e em crioulo.
O fortalecimento da democracia e a aproximação do parlamento aos cidadãos são os objetivos do Manual de Ética Parlamentar, que se destina não só aos parlamentares e funcionários parlamentares, mas também a toda a sociedade guineense.

A elaboração do Manual resulta do trabalho conjunto da Assembleia Nacional, da equipa do Pro PALOP TL ISC e de artistas guineenses, e contou também, com o contributo de parlamentares, com especial participação das mulheres parlamentares.

More…

Olhares : Mulheres de São Tomé e Príncipe

3 Mar , 2017  

, ,

IMG_1609

A coleção das fotos e textos é o resultado do trabalho amador e feito apenas pelo luxo do prazer do fazer.
As fotos foram tiradas em 2016 nas duas ilhas de São Tomé e Príncipe. Os textos são semi-reais mas resultam das horas de conversas que tivemos com muitas das mulheres.
Autoras:
Claudia correia. Formada em gestão de empresas. Empresária e trabalhadora de números. Mas nas horas vagas e por paixão tira fotografias. Sobretudo gosta de fotografar pessoas tal como são.
Elisabete azevedo-harman. É politologa e professora de ciência política. Vive por países em África. Não é escritora. Não é jornalista. Mas gosta de contar estórias. Sobretudo estórias de pessoas reais e que fazem a história dos países.

IMG_1609 IMG_1610 IMG_1611 IMG_1612 IMG_1613 IMG_1614 IMG_1615 IMG_1616 IMG_1617 IMG_1618 IMG_1619 IMG_1620 IMG_1621

 

Casa Almada Negreiros – São Tomé e príncipe

3 Jan , 2017  

,

img_0313

img_0313 img_0314 img_0315 img_0316


Reportagem RTP sobre a Casa Almada Negreiros

No meio de São Tomé e Príncipe existe a casa onde nasceu o pintor/escritor/poeta Almada Negreiros. A casa é agora um restaurante que poderia estar em qualquer avenida de Nova Iorque. Comida fantástica. É ainda mais impressionante por ser gerida por jovens da comunidade. Merece 5 estrelas e uma sexta estrela para a vista e a calma do lugar.  Os 2 jovens sobem uns 100 degraus para trazer cada prato que apenas explicam quando todo o cliente ( só tem 4 mesas) tem a comida em frente;)

Agora é  um sítio mágico com toque romântico… de certeza bem diferente da roça onde Almada nasceu no século XIX.

Aqui fica a biografia do Almada Negreiros ( fonte Blog truca.pt)

“José Sobral de Almada Negreiros, artista plástico e escritor, nasceu em 1893 em São Tomé e Príncipe, onde o pai era administrador do concelho da cidade. Estudou no colégio jesuíta de Campolide, para onde entrou em 1900, aos sete anos de idade, após a morte prematura da mãe, em 1896, e a partida definitiva do pai para Paris nesse mesmo ano. Aí realizou os jornais manuscritos “República”, “Mundo” e “Pátria”. Após o encerramento do colégio, frequentou entre 1910 e 1911, o liceu de Coimbra, de onde passou para a Escola Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Em 1915, integrado no grupo “Orpheu”, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por uma figura como Júlio Dantas. Mostrando se convicto de que «Portugal há de abrir os olhos um dia», lançou, em 1917, um “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, precavendo as contra a «decadência nacional», em que a «indiferença absorveu o patriotismo».
Entre 1919 e 1920 retomou os estudos de pintura em Paris. De regresso a Lisboa, adquiriu uma serenidade bem expressa na sua afirmação de que «entre mim e a vida não há mal entendidos». Mas, em 1927, de novo desgostoso com a falta de abertura do país às novas correntes ideológicas e culturais, foi para Madrid. Aí, como já antes o fizera em Lisboa, a par da sua actividade nas artes plásticas, colaborou com a imprensa. Com o agravamento da crise económica e social espanhola, após a proclamação da República, Almada regressou a Lisboa, em Abril de 1932. À consciência nacional que Paris lhe trouxera acrescentava agora uma «consciência ibérica culturalmente definida por valores líricos de uma certa lusitaneidade». Em 1934, casou com a pintora Sara Afonso.
Almada Negreiros, conhecido como «Mestre Almada», colaborou nas revistas de vanguarda “Orpheu” (de que foi co fundador), “Contemporânea”, “Athena”, “Portugal Futurista” e “Sudoeste” (que dirigiu). Participou em exposições de arte, nomeadamente na I Exposição dos Humoristas Portugueses (1911), a primeira do modernismo nacional. Como artista plástico, são de realçar os seus murais na gare marítima de Lisboa, os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (mosaico e pintura) e o célebre retrato de Fernando Pessoa. Pintor do advento do cubismo, a sua actividade artística estendeu se ainda à tapeçaria, à decoração e ao bailado.
Como escritor, publicou peças de teatro (“Antes de Começar”, 1919; “Pierrot e Arlequim”, 1924; e “Deseja se Mulher”, 1928); o romance “Nome de Guerra” (escrito em 1925, mas publicado apenas em 1938, e que é considerado um dos romances fundamentais do século XX português e o primeiro em que se manifesta já a arte modernista); os poemas “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio” (escrito em 1915 durante a Revolução de Maio contra a ditadura de Pimenta de Castro e publicado apenas em 1923, que consiste numa descrição violenta do Portugal da época, em que se exprime uma dialéctica de amor ódio que seria a tónica dominante das relações do artista com a pátria), “As Quatro Manhãs” (1935) e “Começar” (1969); e uma série de textos de crítica e polémica, dispersos pelas publicações em que colaborava. De entre estes, destacam se o “Manifesto Anti Dantas” (1915), verdadeiro libelo de reacção ao ambiente cultural estagnado e academizante da época, o “Manifesto” (1916), o “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas” (1917) e “A Invenção do Dia Claro” (1921), conferência sob a forma de poema. A sua obra representa uma síntese, única na sua geração, das tendências modernistas e futuristas de então, não apenas por, como artista, ser multifacetado, mas também pela sua capacidade de fusão e conjugação, nas letras e na pintura, das vertentes plástica, gráfica e poética. Almada Negreiros faleceu em 1970.
Em 1970 e 1988, foram publicadas duas edições de “Obras Completas de Almada Negreiros”, comemorando a última o centenário do autor.
Artista da novidade e da provocação, em demanda de «uma pátria portuguesa do século XX», atento à busca de uma unanimidade universal e profundamente marcado pela herança e o sentido da civilização europeia, foi uma das grandes figuras da cultura portuguesa do século XX. Artisticamente activo ao longo de toda a sua vida, o seu valor foi reconhecido por inúmeros prémios.”

 

 

 

A ‘minha’ Europa mudou, construíram muros de medo

14 Dez , 2016  

, ,

A minha Europa mudou e não foi para melhor. O medo pode não se expressar, mas manifesta-se. Manifesta-se sobretudo em não querer os ‘outros’ – mas quem são os outros e quem somos nós? Marine Le Pen propôs esta semana que os filhos de emigrantes comecem a pagar a sua educação. O medo vai construir muros muito mais perigosos e altos do que o estúpido muro que o futuro presidente Trump quer construir entre a América e o México. O medo constrói muros entre nós e os outros, mas os outros somos nós e nós somos os outros. São muros invisíveis de ódio e medo. E, enquanto os muros de tijolos se derrubam, os muros de populismo e medo crescem e tornam-se labirintos para a humanidade. Esta Europa preocupada com o medo entre as suas fronteiras faz também com que a Europa não olhe para as outras guerras, como esta guerra em Moçambique à minha porta. Estas guerras fora da Europa não tem espaço nos noticiários europeus e se o tiverem são em pequenas notas de rodapé.

http://visao.sapo.pt/nos-la-fora/2016-12-14-A-minha-Europa-mudou-construiram-muros-de-medo

O país “a andar com passo certo para conhecer a felicidade”

12 Jul , 2016  

, , ,

Esta terça-feira, a cinco dias de mais uma eleição presidencial, os são-tomenses celebram o dia da independência nacional — foi a 12 de Julho de 1975.

Foi uma independência feita por “guerrilheiros da guerra sem armas na mão”, como se canta no hino do país escrito pela política, poeta e intelectual são-tomense Alda Espírito Santo. O hino, que repete várias vezes “independência total”, regista para a História que a soberania foi conquistada, mas sem armas. No início da década de 1970, as ideias nacionalistas chegavam ao arquipélago pela mão dos jovens estudantes que acompanhavam as notícias das descolonizações no continente africano.

More…

Cabo Verde, o país que a Assembleia Nacional fez nascer

5 Jul , 2016  

, , ,

Foi a 5 de Julho de 1975 que, na Cidade da Praia, o primeiro-ministro português, Vasco Gonçalves, e o presidente da Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde, Abílio Duarte, assinaram a declaração de independência do país. Depois dos abraços dos que estavam no palco e perante a multidão, desceu a bandeira portuguesa, ao som do hino português. Em seu lugar subia a bandeira do novo estado ao som do hino escrito por Amílcar Cabral.

More…

Entrevista Jornal Vanguarda

11 Abr , 2016  

,

Os dois grandes partidos de Moçambique – Frelimo, no poder, e Renamo, na oposição – voltaram a um padrão de conflito, marcas de uma guerra civil de 16 anos. Mas estamos em 2016, e a sociedade moçambicana mudou. No tempo da guerra só existia universidade em Maputo, neste momento todas as províncias tem universidades públicas e privadas. As dinâmicas políticas e sociais evoluíram. O diálogo tem que ser mais inclusivo, temos que ter presente que a Frelimo e a Renamo “são os únicos que têm as armas” mas que há um terceiro partido com relativa representatividade institucional  o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com implementação urbana e nas camadas mais jovens. Falámos com Elisabete AzevedoHartman, investigadora da Universidade Católica de Lisboa e professora na Universidade Católica de Moçambique, na Beira, onde vive actualmente. A politóloga, ainda abalada pela morte recente de D. Jaime Pedro Gonçalves, de quem era próxima, adiantou-nos que por estes dias se viveram ‘cinco minutos de intervalo’ do conflito quando tanto o presidente Filipe Nyusi como o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, lamentaram a morte de D. Jaime e lembraram o seu legado para a paz, porque, como escreveu o bispo, “a paz que conquistamos, foi conquistada por nós”.
More…

South Africa 2016

21 Fev , 2016   Gallery

,