Afrobarómetro chega a Angola

19 Mai , 2019  

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Angola. O prazer de ajudar a ver nascer projectos de jovens angolanos. São 4. Estudaram. Cresceram. Não são filhos de A ou B . São 4 jovens angolanos que acreditam e estão empenhados com a Sua Angola. E hoje souberam que ganharam o concurso para serem os parceiros nacionais do Afrobarometro. Eu apareço pomposamente como ‘consultora sênior internacional’ do projecto, mas apenas tenho o privilégio de usufruir e de ser contagiada pelo seu optimismo e confiança no futuro. Um luxo nos dias de hoje. Num mundo cada vez mais dos impossíveis, que sem dinheiro não se faz, que sem apelido não se vai lá … afinal é possível!
Como dizia Mandela tudo parece impossível até ser feito. Ou como dizia o outro presidente ‘yes they can’ ( sim ele dizia we ) 😉 e é verdade , we can e they can!

Nota de imprensa :

O que pensam os angolanos da Democracia? Os angolanos confiam mais na polícia? Nos sobas? Na Assembleia Nacional ou no Presidente da República?
Estas e outras perguntas vão começar a ter respostas estatisticamente validadas. E será possível comparar-se os resultados com os restantes países africanos. Pois, pela primeira vez Angola integra o maior e mais prestigiado consórcio de estudos de opinião pública em África, liderado pelo Afrobarómetro (www.afrobarometer.org).
O AFROBARÓMETRO é uma organização não governamental, fundada em 1999, no Gana, responsável pela realização de estudos de opinião sobre democracia e boa governação em mais de 35 países africanos cujos dados são usados por organizações como a fundação Mo Ibraim no desenvolvimento do seu trabalho sobre boa governação em África.
etro (www.afrobarometer.org).
O Afrobarómetro identifica em cada país um parceiro através de concurso. Desta vez, o Afrobarómetro considerou que Angola já cumpria os critérios para ser parceiro, tendo em conta a abertura política que se regista, o que favorece maior liberdade de expressão aos cidadãos.
Quatro jovens académicos angolanos agarraram o desafio e constituíram a empresa OVILONGWA CONSULTING. Os mesmos demonstraram ter a experiência necessária na recolha e análise de dados estatísticos. Carlos Pacatolo, politólogo, David Boio, sociólogo, Avelino Kiampuku, economista, José Pedro, politólogo serão assim o rosto deste consórcio internacional em Angola. A empresa conta também com a colaboração de dois consultores seniores internacionais, com elevada experiência, em política africana e em estudos de opinião pública, como Elisabete Azevedo-Harman, politóloga, e João António, Psicólogo Social.
A primeira ronda (pesquisa de opinião) em Angola deverá acontecer ainda este ano e em todas as províncias do país, com entrevistas presenciais em língua portuguesa e em línguas nacionais, respeitando os critérios do Afrobarómetro.
Será uma oportunidade para jovens estudantes e não só, participarem como inquiridores e absorverem experiência nas ferramentas utilizadas e do processo em si. Mas é sobretudo uma oportunidade para se conhecer o que pensam os angolanos e não o que pensamos que os angolanos pensam.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/projecto-pan-africano-faz-estudos-em-angola

Guterres, de PM de Portugal a PM do Mundo

19 Mai , 2019  

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Artigo meu publicado em co-autoria com Cristina Peres. Jornal Expresso, Portugal, Maio 2019 ( como o texto publicado é só para assinantes, deixo um dos draft e não a última versão publicada)

António Manuel de Oliveira Guterres, cidadão português, foi eleito a 13 de outubro de 2016, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. para exercer o mais alto cargo do Governo Mundial, ou seja, Secretário-Geral das Nações Unidas.  O ex-primeiro-ministro português passou assim a ser o 9º Secretário-Geral da organização criada em 1945 após a Segunda Guerra mundial para que a paz prosperasse no mundo e não a guerra.

 

O milagre dos Twitters de Trump – a vitória da diplomacia Guterrina

A 13de outubro de 2016,quando a Assembleia Geral da ONU elegeu,por aclamação,o português,António Guterres para seu Secretário geral, o inquilino da Casa Branca era o PresidenteObama.  A eleição do novo presidente dos Estados Unidos seria 4 semanas depois. Como sabemos, na corrida eleitoral estava Donald Trump. Um republicano céptico sobre essa coisa das organizações multilaterais.  Contra amaioria das sondagens, a 8 de novembro, os americanos elegeram Trump.  O novo Presidente iria nos habituar desde do início aos seus twitters intempestivos e quase sempre polêmicos. Um dos seus primeiros Twiiters foi dirigido às Nações Unidas, deixando claro a sua ideia negativa sobre a organização e como na sua opinião era uma organização inútil – ‘que as nações unidas é clube onde as pessoas se juntam para falar”e ameaçava que mal tomasse posse ‘as coisas iriam mudar’.  O pior pesadelo para um novo Secretário-Geral da organização. Os Estados Unidos são o maior contribuinte financeiro da organização e tem o poder de influência em muitos votos na Assembleia Geral.  Mas Guterres iria conseguir um milagre ao fazer do inimigo Trump um apoiante da sua gestão. Na verdade, a mudança, apesar de Guterres ser um conhecido socialista e católico, não foi resultado de um ‘milagre’, mas sim de uma diplomacia Guterrina inteligente e sábia.   Guterres consegue o inimaginável dois anos antes. Há um ano, em maio de 2018, o Twitter emitido do telefone de Trump era de elogio às Nações Unidas ‘Se as Nações Unidas trabalharem bem os Estados Unidos poupam dinheiro’ , Trump aparece sorridente ao lado de Guterres e elogia o Secretário-Geral dizendo que Guterres está a fazer um excelente trabalho e que através dele ‘UN Will be great again’.

Guterres parece ter aplicado em Trump a receita   ‘solidariedade egoísta’ que usava nos seus discursos quando presidia a Internacional Socialista, com a qual explicava que nem todos temos que ser solidários por bondade espontânea, mas todos temos interesse em ser solidário por interesse próprio – ou seja, se os outros estiverem mal acabam por afetar o meu bem-estar.

Reformar – o verbo permanente das Nações Unidas desde 1946

As nações Unidas foram estabelecidas em 1945, e logo em 1946, a organização inicia a primeira reforma. Desde daí várias reformas foram tentadas, algumas implementadas. Quando falamos em reformas das Nações Unidas convém separar a reforma política da reforma administrativa e de gestão.

A reforma política

Na área política o Conselho de Segurança é o calcanhar de Aquiles da organização. A herança da vitória dos Aliados na II guerra Mundial, pesa ainda na estrutura dos 5 membros permanentes com poder de veto. A Alemanha e o Japão, derrotados em 1945, exigem agora integrar o Conselho com estatuto permanente. Os Ministérios dos Negócios estrangeiros dos dois países dedicam uma página a explicar por que que devem ser incluídos. O Japão é segundo maior contribuinte para as Nações Unidas, contribuindo com 20% do orçamento da organização, apenas de 2% menos que os Estados Unidos. E a Alemanha é o quarto maior. Ambos os países contestam a sua entrada. Geograficamente também vários países pedem maior equilíbrio. E a Índia, o segundo país no mundo com mais população e a maior democracia mundial, junta-se ao clube dos países contestatários da actual composição do Conselho de Segurança.

Qual a dificuldade em reformar? Reformar o Conselho de Segurança exige o voto de 2/3 da Assembleia Geral, mas qualquer reforma, não pode ter o veto de nenhum dos 5 países permanentes. E abdicar voluntariamente do poder, como sabemos, não é fácil. O Secretário-Geral nesta reforma tem apenas o poder de alguma magistratura de influência, mas muito, muito reduzida. Seja qual for o Secretário-Geral.

 

A reforma da gestão e funcionamento – transformar a cacofonia em sinfonia

 

As Nações Unidas eram uma “cacofonia” a escolha da palavra não é nossa, quem o disse, foi a nigeriana Amina Mohammed, Vice-Secretária Geral da ONU. A número 2 da ONU discursava sobre a importância da reforma e sem rodeios desabafou “o que eu dizia é que, das vezes passadas, tivemos dirigentes que, mesmo sem culpa, conduziam uma cacofonia – a mão esquerda não sabe o que a mão direita está fazendo. Hoje temos a oportunidade de fazer uma sinfonia…”

 

Mohammed referia-se sobretudo ao funcionamento das Nações Unidas dentro dos países, com as múltiplas agencias e Fundos, a trabalharem sem uma real coordenação no país.  Com mais de 15 agencias e outros tantos Fundos.

 

O pacote de reformas da gestão da ONU foi apresentado por Guterres em 2018 à Assembleia Geral e recebeu o aval da maioria dos países membros.

 

As mudanças já começaram a ser implementadas, uma delas é a mudança do papel dos 129 Coordenadores Residentes responsáveis pela atuação das Nações Unidas em 165 países. Na verdade, a reforma é que passam a ser responsáveis pela atuação de todas as Nações Unidas, e não meros ‘representantes’ do sistema das Nações Unidas. As várias agencias, como UNICEF, PNUD, OMS, passam a responder ao Coordenador residente, mantendo, no entanto, também a resposta à hierarquia da sua agência. A ideia é que a atuação das Nações Unidas para os ODS ( Ob Desenvolvimento Sustentável) sejam o centro de todo o funcionamento, de forma mais articulada e transparente. Os Coordenadores residentes deixam de acumular com a função de gestor das agencias PNUD nos países. Sem ligação a qualquer agência, pretende-se que passem a ter um papel igual em todas as entidades Nações Unidas nos países.

 

Equipas nos países mais assertivas e focadas nos conteúdos.

https://expresso.pt/internacional/2019-05-11-Guterres-de-PM-de-Portugal-a-PM-do-mundo#gs.ccbig2

 

 

 

Guia Prático da Assembleia Nacional de Angola

24 Jul , 2018  

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Tive o prazer de integrar a equipa de redacção do Guia Prático da Assembleia Nacional de Angola, publicado para a IV Legislatura ( 2017-22).

Pode descarregar o guia aqui.

 

Código de ética parlamentar da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau

11 Mai , 2018  

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Tive o prazer e o privilégio de ser uma das autoras do primeiro manual de ética parlamentar elaborado nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP) com o Pro PALOP TL ISC lançou o “Manual Ética e conduta parlamentar com N’tori Palan”. O Manual recorre às personagens históricas de banda desenhada guineense para falar de ética parlamentar. O Manual está redigido em língua portuguesa e em crioulo.
O fortalecimento da democracia e a aproximação do parlamento aos cidadãos são os objetivos do Manual de Ética Parlamentar, que se destina não só aos parlamentares e funcionários parlamentares, mas também a toda a sociedade guineense.

A elaboração do Manual resulta do trabalho conjunto da Assembleia Nacional, da equipa do Pro PALOP TL ISC e de artistas guineenses, e contou também, com o contributo de parlamentares, com especial participação das mulheres parlamentares.

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Olhares : Mulheres de São Tomé e Príncipe

3 Mar , 2017  

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A coleção das fotos e textos é o resultado do trabalho amador e feito apenas pelo luxo do prazer do fazer.
As fotos foram tiradas em 2016 nas duas ilhas de São Tomé e Príncipe. Os textos são semi-reais mas resultam das horas de conversas que tivemos com muitas das mulheres.
Autoras:
Claudia correia. Formada em gestão de empresas. Empresária e trabalhadora de números. Mas nas horas vagas e por paixão tira fotografias. Sobretudo gosta de fotografar pessoas tal como são.
Elisabete azevedo-harman. É politologa e professora de ciência política. Vive por países em África. Não é escritora. Não é jornalista. Mas gosta de contar estórias. Sobretudo estórias de pessoas reais e que fazem a história dos países.

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Casa Almada Negreiros – São Tomé e príncipe

3 Jan , 2017  

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Reportagem RTP sobre a Casa Almada Negreiros

No meio de São Tomé e Príncipe existe a casa onde nasceu o pintor/escritor/poeta Almada Negreiros. A casa é agora um restaurante que poderia estar em qualquer avenida de Nova Iorque. Comida fantástica. É ainda mais impressionante por ser gerida por jovens da comunidade. Merece 5 estrelas e uma sexta estrela para a vista e a calma do lugar.  Os 2 jovens sobem uns 100 degraus para trazer cada prato que apenas explicam quando todo o cliente ( só tem 4 mesas) tem a comida em frente;)

Agora é  um sítio mágico com toque romântico… de certeza bem diferente da roça onde Almada nasceu no século XIX.

Aqui fica a biografia do Almada Negreiros ( fonte Blog truca.pt)

“José Sobral de Almada Negreiros, artista plástico e escritor, nasceu em 1893 em São Tomé e Príncipe, onde o pai era administrador do concelho da cidade. Estudou no colégio jesuíta de Campolide, para onde entrou em 1900, aos sete anos de idade, após a morte prematura da mãe, em 1896, e a partida definitiva do pai para Paris nesse mesmo ano. Aí realizou os jornais manuscritos “República”, “Mundo” e “Pátria”. Após o encerramento do colégio, frequentou entre 1910 e 1911, o liceu de Coimbra, de onde passou para a Escola Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Em 1915, integrado no grupo “Orpheu”, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por uma figura como Júlio Dantas. Mostrando se convicto de que «Portugal há de abrir os olhos um dia», lançou, em 1917, um “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”, precavendo as contra a «decadência nacional», em que a «indiferença absorveu o patriotismo».
Entre 1919 e 1920 retomou os estudos de pintura em Paris. De regresso a Lisboa, adquiriu uma serenidade bem expressa na sua afirmação de que «entre mim e a vida não há mal entendidos». Mas, em 1927, de novo desgostoso com a falta de abertura do país às novas correntes ideológicas e culturais, foi para Madrid. Aí, como já antes o fizera em Lisboa, a par da sua actividade nas artes plásticas, colaborou com a imprensa. Com o agravamento da crise económica e social espanhola, após a proclamação da República, Almada regressou a Lisboa, em Abril de 1932. À consciência nacional que Paris lhe trouxera acrescentava agora uma «consciência ibérica culturalmente definida por valores líricos de uma certa lusitaneidade». Em 1934, casou com a pintora Sara Afonso.
Almada Negreiros, conhecido como «Mestre Almada», colaborou nas revistas de vanguarda “Orpheu” (de que foi co fundador), “Contemporânea”, “Athena”, “Portugal Futurista” e “Sudoeste” (que dirigiu). Participou em exposições de arte, nomeadamente na I Exposição dos Humoristas Portugueses (1911), a primeira do modernismo nacional. Como artista plástico, são de realçar os seus murais na gare marítima de Lisboa, os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (mosaico e pintura) e o célebre retrato de Fernando Pessoa. Pintor do advento do cubismo, a sua actividade artística estendeu se ainda à tapeçaria, à decoração e ao bailado.
Como escritor, publicou peças de teatro (“Antes de Começar”, 1919; “Pierrot e Arlequim”, 1924; e “Deseja se Mulher”, 1928); o romance “Nome de Guerra” (escrito em 1925, mas publicado apenas em 1938, e que é considerado um dos romances fundamentais do século XX português e o primeiro em que se manifesta já a arte modernista); os poemas “Meninos de Olhos de Gigante” (1921), “A Cena do Ódio” (escrito em 1915 durante a Revolução de Maio contra a ditadura de Pimenta de Castro e publicado apenas em 1923, que consiste numa descrição violenta do Portugal da época, em que se exprime uma dialéctica de amor ódio que seria a tónica dominante das relações do artista com a pátria), “As Quatro Manhãs” (1935) e “Começar” (1969); e uma série de textos de crítica e polémica, dispersos pelas publicações em que colaborava. De entre estes, destacam se o “Manifesto Anti Dantas” (1915), verdadeiro libelo de reacção ao ambiente cultural estagnado e academizante da época, o “Manifesto” (1916), o “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas” (1917) e “A Invenção do Dia Claro” (1921), conferência sob a forma de poema. A sua obra representa uma síntese, única na sua geração, das tendências modernistas e futuristas de então, não apenas por, como artista, ser multifacetado, mas também pela sua capacidade de fusão e conjugação, nas letras e na pintura, das vertentes plástica, gráfica e poética. Almada Negreiros faleceu em 1970.
Em 1970 e 1988, foram publicadas duas edições de “Obras Completas de Almada Negreiros”, comemorando a última o centenário do autor.
Artista da novidade e da provocação, em demanda de «uma pátria portuguesa do século XX», atento à busca de uma unanimidade universal e profundamente marcado pela herança e o sentido da civilização europeia, foi uma das grandes figuras da cultura portuguesa do século XX. Artisticamente activo ao longo de toda a sua vida, o seu valor foi reconhecido por inúmeros prémios.”

 

 

 

A ‘minha’ Europa mudou, construíram muros de medo

14 Dez , 2016  

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A minha Europa mudou e não foi para melhor. O medo pode não se expressar, mas manifesta-se. Manifesta-se sobretudo em não querer os ‘outros’ – mas quem são os outros e quem somos nós? Marine Le Pen propôs esta semana que os filhos de emigrantes comecem a pagar a sua educação. O medo vai construir muros muito mais perigosos e altos do que o estúpido muro que o futuro presidente Trump quer construir entre a América e o México. O medo constrói muros entre nós e os outros, mas os outros somos nós e nós somos os outros. São muros invisíveis de ódio e medo. E, enquanto os muros de tijolos se derrubam, os muros de populismo e medo crescem e tornam-se labirintos para a humanidade. Esta Europa preocupada com o medo entre as suas fronteiras faz também com que a Europa não olhe para as outras guerras, como esta guerra em Moçambique à minha porta. Estas guerras fora da Europa não tem espaço nos noticiários europeus e se o tiverem são em pequenas notas de rodapé.

http://visao.sapo.pt/nos-la-fora/2016-12-14-A-minha-Europa-mudou-construiram-muros-de-medo

O país “a andar com passo certo para conhecer a felicidade”

12 Jul , 2016  

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Esta terça-feira, a cinco dias de mais uma eleição presidencial, os são-tomenses celebram o dia da independência nacional — foi a 12 de Julho de 1975.

Foi uma independência feita por “guerrilheiros da guerra sem armas na mão”, como se canta no hino do país escrito pela política, poeta e intelectual são-tomense Alda Espírito Santo. O hino, que repete várias vezes “independência total”, regista para a História que a soberania foi conquistada, mas sem armas. No início da década de 1970, as ideias nacionalistas chegavam ao arquipélago pela mão dos jovens estudantes que acompanhavam as notícias das descolonizações no continente africano.

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