Heidi Holland para nos falar de Mugabe

22 Jul , 2013  

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Heidi Hollande

O Zimbábue vai a votos no próximo dia 31 de julho. Preside ao país o nome que mesmo os menos atentos à política africana reconhecem: Robert Mugabe. No poder desde 1980, é dos líderes africanos atuais que mais recebem atenção dos media internacionais. Na maioria dos casos, as notícias não são abonatórias. Mas eu nunca gosto de limitar a história aos bons e maus. A história, porque é o relato da realidade, é sempre mais complicada.  Hoje não irei escrever nem sobre o presidente Mugabe, nem sobre as eleições. Irei escrever sobre uma mulher: Heidi Holland. Já explico…

Integro, desde há uma semana, uma equipa de analistas que acompanha a situação no Zimbábue. Temos alguns elementos em Harare e, aqui em Londres, há uma pequena task-force. Tentamos acompanhar e, afastados da emoção de quem está no terreno, enquadrar, perceber e muitas vezes voltar a enviar questões para quem lá está.

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Biografias do Apartheid

12 Jul , 2013   Video

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“…disseram-nos: agora vão ser todos enforcados…mas o mais assustador era o polícia que nos interrogava. Ele colocava a pistola em cima da mesa e dizia ‘tem uma bala jogamos à roleta russa. Tu queres isto ou preferes a corda?’ e este tipo de coisas acaba por nos afectar. mais tarde ou mais cedo”. Bob Hepple, foi um dos líderes do ANC preso na tarde de 11 de Julho de 1963. Mandela já se encontrava detido há um ano, e esta operação era um golpe duro e decapitador do partido. Neste dia, com Heppler, foram detidos Walter Sisulu, Raymond Mhlaba, Govan Mbeki (pai do ex-presidente Thabo Mbeki), Dennis Goldberg, Ahmed Kathrada e Lionel Bernstein. Hoje, passados 50 anos, Bob Heppler recorda esse dia e esses anos de luta. Acaba de publicar a sua biografia ” Young Man with a Red Tie” .

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A Longa Primavera Africana

1 Jul , 2013  

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Próximo Futuro

Os acontecimentos políticos recentes em alguns países do Médio Oriente receberam, quase de imediato, o nome de “Primavera Árabe”. O nome permaneceu mesmo perante as dúvidas e o ceticismo acerca do que se estava/está a assistir e de qual o número de países incluídos na presumida Primavera. Pelo contrário, a liberalização política que teve início em África, em 1989, nunca recebeu, por parte da imprensa, um nome tão generoso e otimista. Para as transformações políticas, sociais e económicas, a que África tem assistido nas últimas décadas, escolheria o feliz título recentemente atribuído numa publicação pelo Wilson Center, “A longa Primavera de África”.

Em África, a liberalização política teve a sua maior expressão no final da guerra fria e com vários regimes autoritários a caírem como um baralho de cartas. Vários países africanos realizaram, nos primeiros anos da década de 90, as suas primeiras eleições multipartidárias. Em toda a década de 80, África tinha realizado apenas 29 eleições (três presidenciais e 26 parlamentares). Na década de 90, este número aumentou cinco vezes, passando para 160 (74 presidenciais e 86 parlamentares) . Em muitos países, o cartão de eleitor foi a primeira identificação que muitos cidadãos receberam do seu Estado. Quer às capitais, quer aos locais mais remotos, chegaram urnas, partidos, políticos, observadores nacionais e internacionais.

Alguns ditadores transformaram-se em democratas, outros fingiram sê-lo e, outros ainda, não resistiram.

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Assuntos de estado

18 Mai , 2013  

O ANC disse que a democratização da Suazilândia era uma preocupação do partido… O governo do autocrático rei da Suazilândia respondeu ‘nós iremos continuar a rezar pelo partido no poder na África do Sul’. O rei reza pelo ANC lá… O presidente e a esposa rezam pela troika cá… Percepções comuns para a resolução de assuntos de Estado.

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Faleceu hoje Chinua Achebe

22 Mar , 2013  

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Faleceu hoje o grande escritor nigeriano Chinua Achebe. O seu livro de ficção ‘quando tudo se desmorona/things fall apart’, publicado pela primeira vez em 1958, retrata com coragem a vida política Nigeriana.
Ao longo da sua vida, a sua escrita demonstrou sempre a sua recusa em resignar-se com corrupção ou com despotismo. Costumo dizer aos meus alunos que para se estudar ciência política tem que se ler romances, estórias de vida… E para quem quer estudar África, ler Achebe não é aconselhável, é obrigatório.
A sua morte não é uma perda para África, é uma perda para o mundo. Nunca o conheci, só conheci as suas palavras, mas ao ler a notícia da sua morte fiquei triste como se tivesse perdido alguém meu conhecido e amigo…

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Parliaments and Citizens in Sub-Saharan Africa

2 Out , 2012  

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In Sub-Saharan Africa, elected multiparty assemblies have existed on average for no more than two decades. The following analysis seeks to comprehend and evaluate the links between citizens and their elected parliaments in 18 African countries with a particular focus on Mozambique and South Africa. It aims to address some of the scepticism, both within and outside these institutions and countries, surrounding the relationship between parliaments and citizens under these socioeconomic contexts. It does so by explaining the overall political and socioeconomic context of African multiparty parliaments and their citizens followed by a discussion of citizens’ access to parliaments and, lastly, of citizens’ perceptions of parliaments using a combination of descriptive, comparative and analytic techniques.

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Os meus posts ao longo do Golpe de Estado na Guiné Bissau

13 Abr , 2012  

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12 Abril 2012

Tiros e confusão em algumas ruas de Bissau. Eu estava dentro do carro na Avenida dos Combatentes vinda da Universidade Colinas de boé. Era cerca de 20h30 aqui em Bissau já noite escura. De onde estava não ouvi os tiros mas começávamos a ver centenas de pessoas a correr desnorteadas a fugir da cidade. De repente sem espaço os carros, os táxis, os toca toca começaram a fazer a inversão de marcha. As pessoas passavam entre os carros e gritavam em Kriol os militares estão na casa do cadogo. O motorista manteve a calma. Gritava de carro para carro para saber o que se passava. As rádios nacionais deixaram de emitir.

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Bissau – 2012

12 Abr , 2012   Gallery

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Congratulations South Sudan

9 Jul , 2011  

From today South Sudan is the new African independent Country. The 193rd country recognized by the UN and the 54th UN member state in Africa.

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Parliaments in Africa: Representative Institutions in the Land of the ‘Big Man’

24 Fev , 2011  

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This paper analyses the perceptions among survey participants, of African parliaments and presidents and examines their citizens’ attitudes towards the coexistence of these two institutions. It aims to determine the way citizens rate their parliaments compared with their presidents. It further seeks to answer the question of whether Africa remains the continent of the ‘big man’, where absolute power lies with an individual, feeding clientelistic relationships. In the decades following the transitions to independence, most of the continent was marked by a proliferation of monoparty regimes; in many cases, these were almost one-man regimes. A majority of the leaders symbolised, at an early stage of independence, the birth of the nation itself. Many times these presidents have sought to extend their incumbency perpetually. However, over the last two decades this scenario has changed considerably. Monoparty parliaments have been replaced by multiparty parliaments and executives, and presidents have found themselves needing to share their leadership of the nation with parliamentarians. Not much is known about how these emerging parliaments have been operating, but the little that is known tells us that they have faced a lack of institutionalisation and still struggle to assert their independence from strong executives. It is therefore reasonable to expect that parliaments will be perceived as dormant institutions in the public eye.

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