Onde estou ? Em Cabo Verde

19 Fev , 2017   Video

IMG_1439Afinal onde andas ?
Alguns de vocês confusos com as minhas andanças estão a perguntar em privado…
ora já não estou em Bissau ( já com sodade ) e estou aqui na ilha que a Mayra diz ser de algodão e saia de chita…

Cabo Verde, o país que a Assembleia Nacional fez nascer

5 Jul , 2016  

, , ,

Foi a 5 de Julho de 1975 que, na Cidade da Praia, o primeiro-ministro português, Vasco Gonçalves, e o presidente da Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde, Abílio Duarte, assinaram a declaração de independência do país. Depois dos abraços dos que estavam no palco e perante a multidão, desceu a bandeira portuguesa, ao som do hino português. Em seu lugar subia a bandeira do novo estado ao som do hino escrito por Amílcar Cabral.

More…

A Ex-prisão Política do Tarrafal

10 Mar , 2015  

,

Cabo Verde. A Ex-prisão política do Tarrafal. Anunciado ontem equipa técnica da curadoria. Já vim várias vezes a Cabo Verde. Sabe sempre bem. Não vale a pena fazer inveja ao descrever que aqui as gentes são quentes, a música está nas esquinas e o mar rodeia-nos… Das viagens passadas, tenho um momento, o qual guardo na parte do cérebro que deve ter a tabela ‘não esquecer’- a viagem à ex-prisão política do Tarrafal. Ia nessa viagem o socialista e ex-preso Edmundo Pedro. Era a sua primeira visita à prisão onde passou anos, e onde o seu pai, também prisioneiro, acabou por falecer. Uma prisão que começou no início do século XX com os presos políticos portugueses passando depois a albergar os presos dos movimentos de libertação africanos. Não vou dissertar sobre a história, mas sobre a minha memória desse dia. Salvaguardando que memórias são sempre traiçoeiras e esta visita já foi há mais de dez anos. Mas recordo-me de chegarmos de autocarro ao Tarrafal. Éramos um grupo de talvez cinquenta pessoas. Eu tentei seguir e ler as expressões do ex-preso político Edmundo Pedro. Como é voltar a uma prisão política onde se teve? Não sei. Ele entrou e lá meio emocionado mas mesmo assim a fazer de ‘guia’. Aqui era a minha cela… Aqui era a cela de A de B. Apontava. Falava com intervalos de silêncio, não sei se para se lembrar de algum episódio, se para controlar a emoção. Lembro-me da ‘frigideira’… Uma das torturas da prisão. Fritar o preso. Um buraco no chão com uma chapa de metal. O preso era ali metido.

More…

Experiências em crioulo

9 Mar , 2015  

,

Cretcheu, nha, bo, nkre, dod,… O meu limitado crioulo cabo verdiano são frases de música que adapto para construir frases-bebê-crioulo. Ontem vaidosa e confiante, lá disse ao empregado do hotel ‘amim nkre lâmpada’ (preciso de lâmpada)… Pela cara e sorriso, ele pode só ter percebido ‘lâmpada’ mas lá veio e enquanto fazia a operação candeeiro fez o elogio ao meu crioulo. Eu pensei em fazer show-off e atirar com mais frases mas o meu cérebro só se lembrava da música mais recente que tinha aprendido: mi é dod na bo (sou doido por ti) frase que obviamente era inútil para o diálogo. Tentei que o meu pobre cérebro encontrasse mais crioulo mas só me ocorria ‘nha cretcheu’ (minha/meu querida).

Cabo Verde

1 Mar , 2015  

Primeiras horas na Cidade da Praia em Cabo Verde.
Episódio 1 – Conversa com taxista. Olho por olho/piropo por piropo. Eu digo – ‘queria ir para o hotel (Pisca), nome fictício para não me virem bater à porta). Taxista – ah esse cá não há. Eu puxo do iPad e mostro o e-mail com o nome do hotel. Diz o taxista ‘porque não disse hotel Pisca’, eu lá insisto então mas isso foi o que eu disse’, ‘não a senhora disse pica’, lá fomos trombudos um com o outro por causa do que disse que não disse… Mas o senhor Cabo Verdeano mesmo comigo de má cara lá me fez sorrir no final da viagem, atirando um piropo ‘Como se chama?’, Eu disse Elisabete e o homem do ‘s’ e não ‘s’ atira com ‘nome bonito como a senhora’, eu lá tentei mostrar que o ‘s’ não ia estragar aquela relação e simpática lá perguntei também o nome ao homem – ‘João’, disse. E para não me ficar mais uma vez vencida pelo homem do que diz que eu disse, roubei-lhe o piropo e atirei ‘nome bonito como o senhor’. Ganhei! O homem fez um riso, mas ficou nervoso e envergonhado e foi embora mais rápido que o rato a fugir do gato.
Episódio 2 – Falta internet ou não querem dormir? Na recepção do hotel estão vários clientes de computador. Já à porta do quarto pergunto à recepcionista se a internet só funciona na recepção. Diz ela prontamente e segura ‘funciona em todo o quarto’. Mesmo assim não convencida lá pergunto meio a brincar se aqueles clientes lá em baixo de ipads na mão estão ali porque não querem dormir ou porque a internet não funciona… Ela sem hesitar ‘ah esses! Pois esses não querem dormir’. Entro, tento internet e claro, nada. Desço à recepção e digo não tem internet, resposta calma e sem surpresa da mesma senhora ‘então use aqui’. Sem opção, aqui estou agora com os tais que segundo a moça ‘não querem dormir’. Na verdade, ela não mentiu, se estamos aqui na internet e não no quarto é porque escolhemos não dormir. Depois deste post vou escolher dormir.