A ‘minha’ osga

5 Set , 2015  

A minha osga vive nas paredes do meu quarto. Da cama vejo os seus passeios pelas paredes e assisto por vezes à sua caça. Muitos acham as osgas feias, repelentes… Não acho. Para mim são companheiras de luta anti-malária.

Aqui por estas bandas (Zambezia, Moçambique) onde a malária abunda é importante ter, para além duma rede mosquiteira, uma osga residente. Ter osga é melhor e mais saudável que baygon. Já andava preocupada com a minha osga. Já não a via há dias , temi que me tivesse abandonado por um outro quarto qualquer que a tivesse convencido ter mais mosquito!

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Os acasos…

31 Ago , 2015  

Um avião avariado em Bissau. Mais de 72 horas um grupo de passageiros a dormitar pelos cantos de salas de embarque.

E na paragem em Marrocos 4 desconhecidos passam 24 horas como se fôssemos amigos há anos! Uma russa, uma portuguesa, um guineense e um brasileiro. E agora até temos um videoclipe da aventura graças ao Marcos Guima! São assim os acasos felizes.

Abraço Marcos está fantástico!

Caros Moçambicanos

12 Ago , 2015  

Caros moçambicanos…que estão irritados comigo, é vosso direito irritarem-se mas era uma aula sobre Investigação e Comunidades. A aula durou duas horas, este ponto foram apenas uns minutos de uma aula. Mas não retiro o que disse sobre a confusão e banalização da expressao ‘intelectual’. O meu argumento era que ser intelectual não é alguem que tem um diploma, veste roupa cara e vai a uma televisão… eu falava para um público universitário e apelava para que a procura do conhecimento seja uma constante mesmo para nós professores e que nós os ‘diplomados’ nao somos ‘superiores’ a quem não estudou, apenas somos privilegiados. E se as nossas investigações e a nossa linguagem não for entedida pela mamã e o papá que não puderam ir à escola, então quem está a falhar somos nós.

Casablanca

6 Ago , 2015   Gallery

Coexistências

14 Jul , 2015  

Lei da disciplina militar aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional Popular da Guiné Bissau.

A lei foi ‘construída’ pelo parlamento e ouvindo e envolvendo os militares. Confesso que estava ali sentada a testemunhar e estava a pensar os passos gigantes que este país tem dado. Eu que apenas há 3 anos estive nesta mesma assembleia escondida num dos vários momentos de confrontos entre populares e militares após o golpe militar…hoje estava ali no mesmo lugar como se 2012 tivesse sido há muito muito tempo. Todos estavam normais e serenos, mas eu confesso que estava emocionada e vaidosa por poder testemunhar o que se passou hoje neste parlamento.

Sorriso no Trabalho

1 Jul , 2015  

Esta foto foi divulgada como exemplo de alegria no trabalho mas na verdade eu estava a sorrir conformada com a permanente discriminação com as pessoas desarrumadas…como eu. Sim estava a ocupar o espaço de pelo menos umas 5 pessoas, mas os desarrumados são seres especiais.

E claro, somos arrumados na nossa desarrumação. Mas como nada do que eu disse contou lá tive mesmo de arrumar (fazer de…foi só dar ideia de movimento dos papéis).

Bobi di kobo dáua

20 Jun , 2015  

Aqui em S Tomé diz-se sobre quem veio de fora – Bobi di kobo dáua (vieste de fora).

A tradução à letra é vieste da água o que tem toda lógica sendo S. Tomé e Príncipe ilhas…rodeadas de água e por isso logicamente quem veio de fora teve que vir da água. Ontem tentei ser ‘da terra’ e não ‘dos que chegam da água’ e fui comer o milho assado na rua. A senhora que me vendeu não escondeu que eu não era a sua cliente típica. Sobretudo porque estava toda bem vestidinha acabada de sair duma sessão no parlamento.

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A Porca Mina

14 Jun , 2015  

O escritor angolano Manuel Rui inventou no seu livro “quem me dera ser onda’ um porco que acaba adoptado pelos miúdos num bairro de Luanda. Escrevo de memória e as memórias são traiçoeiras mas recordo-me que os miúdos cuidaram o porco numa varanda do prédio no meio de Luanda…afeiçoaram-se ao porco e lutaram contra o comitê do bairro que queria matar o porco (contexto de fome).

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Fruta mangacajá

13 Jun , 2015  

Já dizia o George que ‘somos todos iguais mas uns mais iguais que outros’ … Quando nós somos ‘os mais iguais’ como no meu pequeno-almoço a coisa sabe até bem. O sumo alaranjado é o que todos os outros estão a beber, está num contentor com litros. O amarelado é só para mim! Vem um copo só para a minha mesa! feito especialmente no momento só para mim. O pessoal do hotel resolveu todos os dias fazer-me sumo especial com frutas cá da terra, desta vez mangacajá. Trazem-me o sumo e a fruta e explicam a época, os benefícios, para que serve… Os outros olham e até ouvem mas beber isso é só para alguns (neste caso uma – eu).

Mimada pelos funcionários e funcionárias do hotel 😉

S. Tomé e Príncipe – notas da minha observação do primeiro passeio a pé

12 Jun , 2015  

Nota 1

Este país deve ser o país do amor. Muito amor, carinho, carinho, amor. Na marginal os casais de jovens adolescentes ainda com o uniforme do colégio ali estão abraçados ou de mão dada. Sem beijo, note-se. Apenas um ligeiro abraço e umas mãos dadas quase sem compromisso. Falam aos ouvidos mas tudo com muita calma como se soubessem que o amor vai durar décadas e por isso não há pressa.

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