‘Espérons que tout ira pour le mieux.’

11 Ago , 2013  

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Mali. A imprensa reporta que a segunda volta das eleições presidenciais estão a decorrer com ‘normalidade mas timidamente’. A abstenção na primeira volta superou 50%. Apesar da presença da Força de Paz africana, a memória do golpe de estado no ano passado e a violência que se seguiu ainda não têm tempo suficiente para fazer parte do passado, é ainda parte do presente. Por causa desse presente, onde existe medo e insegurança, votar mesmo que timidamente é um ato de grande bravura.
Enviei uma mensagem a um dos parlamentares do Mali com quem trabalhei e de quem guardo grande estima e respeito, respondeu com um tom optimista, começou-se com a troca tradicional do ‘ça va?’ de ambos os lados como se a pergunta de lá para cá fosse igual. O meu ‘ça va?’ era para ele, para o país, para a sua família, e era um ‘ça va’ apreensivo… Ele respondeu e terminou a resposta num tom positivo com ‘Espérons que tout ira pour le mieux.’. Esperemos que sim. Esperemos que tudo corra pelo melhor.

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No Mali, até os ricos são pobres

29 Abr , 2012  

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Há cerca de dois anos passei várias semanas em trabalho na capital do Mali, Bamako. Assisti e trabalhei com deputados da Assembleia Nacional, na foto estou eu e um deputado do Mali, um do Senegal e outro de Burkina Faso. Fiquei com bons amigos para aqueles lados. Falei com alguns deles após o golpe de 21 de Março. As razões e os contextos das rupturas constitucionais que ocorreram no Mali e na Guiné Bissau são diferentes. A partilha do espaço CEDEAO aproxima os dois países nas soluções. Claro que existem semelhanças: ambos os países são pobres. E pobreza é pobreza, mesmo assim na minha estada em Bamako escrevi a um amigo uma frase sobre o que via, e que não diria sobre Bissau: Aqui no Mali, até os ricos são pobres.