José António Saraiva fala na cama deles

18 Set , 2016  

,

Segundo o jornal Diário de Notícias, o José António Saraiva vai lançar um livro com  conversas privadas que teve com vários políticos portugueses. A notícia promete que o livro fará revelações sobre a vida sexual de vários políticos e gerou de imediato um burburinho nas redes sociais, não pelo hipotético conteúdo do livro, mas pelo facto de Passos Coelho ter aceitado apresentar o livro. As pessoas têm-se mostrado em choque e feito críticas ao ex-Primeiro Ministro, Passos Coelho, que terá dito que vai apresentar o livro mesmo sem o ler pela confiança e respeito que tem pelo José António Saraiva. Eu atrevo-me a fazer a mesma coisa, ou seja, vou comentar o livro mesmo sem o ler. Faço o mesmo que Passos Coelho, mas pela razão inversa. Passos diz que o faz pelo respeito e pela admiração que tem pelo José António Saraiva, eu faço-o porque não tenho respeito pelo senhor (e fui aluna dele na Universidade Católica). A notícia é assinada por um jornalista que respeito, João Pedro Henriques, e por isso li e acreditei que o livro divulgará a vida sexual das personalidades. Mas passados uns segundos de crença, pensei no assunto – a vida sexual dos políticos portugueses!?

Deve ser dos temas menos interessantes sobre o qual se pode escrever e até se poderá aplicar um estrangeirismo e dizer que é dos temas menos ‘sexy’.

More…

Padre Filipe Couto, Primeiro Reitor da Universidade Católica de Moçambique

16 Ago , 2016  

, ,

Imagem Padre Couto, 2016

Padre Couto, 2016

construindonovodia

Capa e contracapa do livro “Construindo im novo dia”

Padre Filipe Couto . Guerrilheiro, padre, homem, professor, reitor, autodidata. A sua história cruza-se e encruza-se com a história do seu país e, quando a história não foi ao seu encontro, ele colocou-se no caminho e ajudou a construir a tal história do país através da sua história. Foi o primeiro e o único muitas vezes. Foi o Padre que atravessou a fronteira e o regime e se juntou aos combatentes da liberdade da Frelimo na Tanzânia, foi o primeiro Reitor da Universidade Católica de Moçambique, estudou, ensinou e viveu em vários países.

More…

Eu Fora

8 Ago , 2016  

,

O email que recebi da Visão para integrar o grupo de cronistas ‘Nós lá Fora’ deixou-me com um problema: o ‘Fora de Portugal’ é fácil, mas o complicado é ‘dentro de quê?’ Se alguém ler estas minhas crónicas, fica o aviso que não sei bem sobre o que irei escrever. Irei escrever sobre vários ‘dentros’. Na maioria das vezes o ‘dentro’ será em Moçambique, sobretudo da cidade de Quelimane, mas outras serão nos outros PALOP, outras vezes na África do Sul, e outras não sei.

Neste momento estou em Bissau, mas sobre a Guiné prometo escrever em breve. Desta vez partilho o que escrevi no Rio de Janeiro no dia em que o Senado votava o Impeachment, no passado 12 de Maio. Peço antecipadamente desculpa ao leitor por não partilhar um texto escrito na hora, fresquinho, mas ao ver esta semana as noticias sobre o inicio dos Jogos Olímpicos voltei a ler o que escrevi no Brasil e sobre o Brasil. Passaram-se dois meses, mas o ambiente que testemunhei não parece ter mudado – o lavajato, o impeachment e um Brasil dividido, continuam.

Aqui ficam as algumas das notas que escrevi nos cafés do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

More…

O país “a andar com passo certo para conhecer a felicidade”

12 Jul , 2016  

, , ,

Esta terça-feira, a cinco dias de mais uma eleição presidencial, os são-tomenses celebram o dia da independência nacional — foi a 12 de Julho de 1975.

Foi uma independência feita por “guerrilheiros da guerra sem armas na mão”, como se canta no hino do país escrito pela política, poeta e intelectual são-tomense Alda Espírito Santo. O hino, que repete várias vezes “independência total”, regista para a História que a soberania foi conquistada, mas sem armas. No início da década de 1970, as ideias nacionalistas chegavam ao arquipélago pela mão dos jovens estudantes que acompanhavam as notícias das descolonizações no continente africano.

More…

Cabo Verde, o país que a Assembleia Nacional fez nascer

5 Jul , 2016  

, , ,

Foi a 5 de Julho de 1975 que, na Cidade da Praia, o primeiro-ministro português, Vasco Gonçalves, e o presidente da Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde, Abílio Duarte, assinaram a declaração de independência do país. Depois dos abraços dos que estavam no palco e perante a multidão, desceu a bandeira portuguesa, ao som do hino português. Em seu lugar subia a bandeira do novo estado ao som do hino escrito por Amílcar Cabral.

More…

Entrevista Jornal Vanguarda

11 Abr , 2016  

,

Os dois grandes partidos de Moçambique – Frelimo, no poder, e Renamo, na oposição – voltaram a um padrão de conflito, marcas de uma guerra civil de 16 anos. Mas estamos em 2016, e a sociedade moçambicana mudou. No tempo da guerra só existia universidade em Maputo, neste momento todas as províncias tem universidades públicas e privadas. As dinâmicas políticas e sociais evoluíram. O diálogo tem que ser mais inclusivo, temos que ter presente que a Frelimo e a Renamo “são os únicos que têm as armas” mas que há um terceiro partido com relativa representatividade institucional  o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com implementação urbana e nas camadas mais jovens. Falámos com Elisabete AzevedoHartman, investigadora da Universidade Católica de Lisboa e professora na Universidade Católica de Moçambique, na Beira, onde vive actualmente. A politóloga, ainda abalada pela morte recente de D. Jaime Pedro Gonçalves, de quem era próxima, adiantou-nos que por estes dias se viveram ‘cinco minutos de intervalo’ do conflito quando tanto o presidente Filipe Nyusi como o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, lamentaram a morte de D. Jaime e lembraram o seu legado para a paz, porque, como escreveu o bispo, “a paz que conquistamos, foi conquistada por nós”.
More…

Somos todos feministas

8 Mar , 2016   Video

,

“Não digas ‘feminista ou feminismo'” recebi este conselho hoje quando dizia que tinha sido convidada para dar uma palestra sobre política do género esta tarde. Ouvi e lembrei-me da escritora Chimamanda quando ela conta na sua palestra SOMOS TODOS FEMINISTAS que o seu melhor amigo com quem cresceu foi quem pela primeira vez lhe chamou ‘feminista’.

‘Não foi um elogio’, explicou que o sentido era como dizer a alguém ‘terrorista’. Chimamanda é africana eu não sou. Muitas vezes em Africa quando digo que sou feminista empurram-me para ‘ tu (ou a Professora) é feminista porque vem com as ideias da Europa’.

More…

South Africa 2016

21 Fev , 2016   Gallery

,

Mama Namibia

3 Jan , 2016  

, ,

12122907_837502606364800_2149924423226426637_n

Mama Namibia é um livro obrigatório para quem quer saber mais sobre a história de África.

Um livro sobre a guerra entre o colonizador alemão e povo Herero na Namíbia. Para muitos historiadores o que se passou foi sem dúvida um genocídio. Em 2004 o Estado alemão pediu desculpa ao povo Herero (mas o genocídio ainda não é reconhecido/aceite). Ao longo da minha viagem pela Namíbia li este livro e uma viagem que seria só de turismo passou a ser também uma viagem na história.

A autora, Mari Serebrov, continua no seu blog a partilhar a sua investigação sobre este horrífico momento da história povo Herero.