Zimbabwe Election: The Costs of Coerced Coalition

26 Jul , 2013  

, ,

On July 31, Zimbabwe’s two main political parties will go to the polls in frailer shape than when they entered the unity government arrangement in 2008. The main opposition party, the Movement for Democratic Change (MDC), remains divided and its opposition credentials have been weakened as a result of having entered into the inclusive government arrangement. President Mugabe’s ZANU-PF although also divided, enjoys the advantage of incumbency.

External influence leading up to the elections, including that of the Southern African Development Community (SADC), has been limited but will be a critical factor in what happens afterwards. The 2008 post-election violence in Zimbabwe and Kenya required international mediation by regional organizations and international mediators, resulting in power-sharing agreements. Such arrangements addressed the violence in the streets but made the election results redundant. Elections need to have losers and winners. More…

Heidi Holland para nos falar de Mugabe

22 Jul , 2013  

, , ,

Heidi Hollande

O Zimbábue vai a votos no próximo dia 31 de julho. Preside ao país o nome que mesmo os menos atentos à política africana reconhecem: Robert Mugabe. No poder desde 1980, é dos líderes africanos atuais que mais recebem atenção dos media internacionais. Na maioria dos casos, as notícias não são abonatórias. Mas eu nunca gosto de limitar a história aos bons e maus. A história, porque é o relato da realidade, é sempre mais complicada.  Hoje não irei escrever nem sobre o presidente Mugabe, nem sobre as eleições. Irei escrever sobre uma mulher: Heidi Holland. Já explico…

Integro, desde há uma semana, uma equipa de analistas que acompanha a situação no Zimbábue. Temos alguns elementos em Harare e, aqui em Londres, há uma pequena task-force. Tentamos acompanhar e, afastados da emoção de quem está no terreno, enquadrar, perceber e muitas vezes voltar a enviar questões para quem lá está.

More…

Zimbabué…

20 Jul , 2013   Video

E porque o meu sábado tem sido passado a analisar, a ler e a escrever sobre o Zimbabué… e porque temo a violência pós-eleições. E porque hoje lembrei-me de alguns dos meus amigos Zimbabuanos que deixaram o seu país por razões económicas, mas também políticas. E porque hoje lembrei-me da primeira festa zimbabuana para a qual fui convidada e onde impressionei os anfitriões quando não hesitei em comer o petisco nacional (mpani, um género de lesma, não muito diferente dos caracóis). E porque hoje me lembrei duma grande amiga Zimbabuana que durante todo o meu doutoramento foi para mim como uma irmã mais velha, e que sempre que ela ia a Harare eu temia que mesmo sendo ex-Zanu e ex-guerrilheira ela não voltasse, e porque hoje me lembrei da vez em que ela foi e ficou vários dias retida no país porque no aeroporto o seu passaporte foi levado para avaliação. E porque hoje me lembrei que um dos meus amigos Zimbabuano ainda hoje me chama ‘tea bag’ seguido quase sempre de uma gargalhada. E porque hoje me lembrei que há uns anos, em Maputo, ter de improviso, servido de intérprete para o embaixador do Zimbabué que falava para estudantes Moçambicanos exaltados com o Presidente Mugabe, ia traduzindo o que lhe diziam e via os seus olhos, e quando me despedi dele não deixei de sentir pena do homem cansado que estava à minha frente. E porque não consigo ler e escrever sobre eleições, partidos, governos, sem pensar em rostos de pessoas reais. E por causa destes ‘porques’, hoje ouvi muitas vezes esta música anti-apartheid da África do Sul.

Regresso ao futuro?

16 Mar , 2013  

,

A proposta de uma nova constituição vai hoje a referendo no Zimbabué. A proposta é apoiada pelos dois grandes partidos (ZANU-PF do Mugabe e pelo MDC do Tsvangirai).
Uma das novidades é a introdução de limites de mandatos presidenciais – em caso de aprovação da proposta, os presidentes só poderão estar na cadeira presidencial por dois mandatos de cinco anos. Uma alteração importante, mas com um pequeno pormenor… Esta restrição não poderá ser aplicada retroativamente. Assim de repente, não me lembro… Mas ia jurar que já tinha visto este episódio noutro país…

Ler mais aqui.

‘Zimbabwe: Years of Hope and Despair’

30 Jul , 2012  

,

Terminei ontem à noite o livro ‘ Zimbabwe: Years of Hope and Despair’. Li demoradamente a última página porque sabia que hoje ia sentir a falta de mais páginas, de mais testemunhos. Durante quatro dias de leitura, através do autor, acompanhei vidas de activistas, políticos, militares e de homens e mulheres simples.
O livro é escrito por um diplomata inglês e testemunha a violência no Zimbabwe (e a ameaça de violência) em 2008. Confesso que resisti a ler o livro. Receava que fosse um livro demasiado biased e cheio de análises simplistas e de rótulos fáceis de ‘bons’ e dos ‘maus’. Receava também que o antagonismo entre UK e o Zimbabwe dominasse o autor. Mas os receios foram vencidos nas primeiras páginas. O autor descreve sem sensacionalismos o que viu e ouviu. De quando em quando, o autor tenta dar a interpretação dos acontecimentos. Fá-lo numa forma modesta e comedida. Estranho é… Que mesmo os livros tristes quando são bons livros deixam saudades.

Ler mais aqui.